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Pensando como Start-up: #eatnomics: Qual produto será disruptivo no seu setor?

Pensando como Start-up: #eatnomics: Qual produto será disruptivo no seu setor?

Por mais que gere um desconforto, esta pergunta vai fazer a diferença para quem está, além de pensando seriamente no assunto, indo adiante e dando autonomia para suas equipes buscarem as respostas.

Se a ideia desta coluna é pensar no futuro que está chegando, vou ousar com uma referência de Marius Robles. Para ele, vivemos o #eatnomics, momento em que a tecnologia está presente em toda a cadeia alimentar. Segundo o especialista, as duas principais apostas futurísticas são: 

1- A Cozinha “smart” envolve devices que deixam o ato de cozinhar mais rápido e tecnológico, trazendo uma integração do celular com as tarefas cotidianas, como cozinhar e comer. Hoje, mais de 80% dos consumidores já buscam receitas na internet. Marius prevê que logo mais as geladeiras vão conversar com a gente para dizer o que tem lá dentro e o que podemos preparar com os alimentos. E é provável que estes “eletro-falantes” estejam conectados com os supermercados e que os ingredientes que estão faltando sejam entregues por meio da “uberização” da comida. Eu adoraria ter este serviço em casa. E você?

E aposto que estes produtos estarão disponíveis com um custo bem menor num futuro breve. Mas fico com uma pergunta: Será que teremos ingredientes naturais (e outros nem tanto) que podem ser entregues direto ao consumidor? E será que o processamento destes poderá ser realizado em casa mesmo, nas impressoras 3D? Futuro ou delírio? A empresa Modern Meadow já prometeu uma impressora 3D que produz carne crua. Já a Natural Machines trouxe a Foodini (https://www.naturalmachines.com/), que sintetiza alimentos em pó para recriar comida em poucos segundos. [#uberizacaodacomida]

O ato de plantar e cozinhar está em alta e é um dos fatores mais importantes para a preservação da cultura alimentar de um povo. No entanto, Robles acredita que, apesar da nossa criatividade na cozinha, o futuro nos reserva robôs que garantem um prato com os nutrientes e as quantidades certas para cada dia - dependendo do humor, da estação do ano ou se pretendemos correr uma maratona.

Parece que os robôs, ou a inteligência artificial destes devices, estão sendo treinados para isso. Ainda não sabemos o tempo que levará para virar realidade, mas já somos impactados por apps que tornam a avaliação de produtos alimentícios processados cada vez mais imperativo em relação à perfil nutricional e lista de ingredientes, principalmente em relação à quantidade de itens e uso de aditivos.

E nesta era da ultrapersonalização, empresas da inovadora Califórnia, como 23andme (https://www.23andme.com) já trazem testes de DNA para tentar adivinhar quais alimentos podem ser personalizados 100% para cada indivíduo. Na mesma região e proposta, a Habit (https://habit.com) vai além dos kits de testes laboratoriais, produzindo refeições personalizadas para enviar ou suporte de coaches de acordo com o resultado dos exames. É um olhar bastante técnico e biológico. O que acredito que falta é entender a sustentabilidade do negócio já que comer não é um ato apenas biológico, mas também psico-sociocultural, como ensina a abordagem atual do Instituto de Nutrição Comportamental (www.nutricaocomportamental.com.br). [#dnafood #foodtech #food personalization]

2 - A Bioengenharia alimentar é uma realidade. Sabemos que se o ritmo do consumo de proteína animal continua crescendo e que, se continuar nesse ritmo, futuramente será insustentável. Nos últimos 30 anos, a China quadruplicou o consumo de carne e a Espanha duplicou. Duas soluções para isso são apresentadas: a carne in vitro e a carne sintética. A primeira é caríssima e não vem diretamente do corpo de um animal, mas sim de uma cultura de células extraídas dele. Já a segunda será produzida em laboratório, mas com células originarias da terra e do mar. E isso já é realidade com a Impossible Foods (https://www.impossiblefoods.com/) que oferece hambúrguer de carne sintética. Eles são feitos de plantas e da clara de ovo do Vale do Silício, que é isenta de proteína animal, a Clara Foods (http://www.clarafoods.com/). Por mais distante que pareça da atual tendência de naturalidade e da comida de verdade, os experts em futuro dizem que isso será comer de forma mais inteligente. Será?

Sabemos que o homem vive mais devido ao avanço da tecnologia e da ciência. A ONU prevê que chegaremos em 2050 aos 10 bilhões de pessoas em todo o mundo, o que nos obriga a cultivar 75% a mais dos alimentos que temos disponível hoje. Olhando esse quadro, nos parece que (novamente!) só a ciência e a tecnologia podem resolver. E é aí que, ao contrário do que é tendência hoje, Robles afirma que será novamente necessário introduzir o termo “artificial” e começar a substituir alguns produtos que são provenientes da terra e do mar. Eu escuto isso e vejo o quanto as tendências vêm em ondas, algumas mais duradouras... mas é exatamente o ser humano que, a partir da sua forma de viver, é quem dita toda e qualquer regra.

Fala-se muito hoje que as grandes invenções do século, como os alimentos ultraprocessados, comida congelada, alimentos em pó, enlatados, pasteurizados e tudo que trouxe segurança e garantiu a alimentação no pós-guerra não atende mais aos anseios de novos consumidores que desejam comida mais natural, consciente e campestre. No entanto, parece que isso também não é suficiente para o futuro desta sociedade em ebulição urbana, tecnológica e acelerada. Nesta nova economia alimentar, como define Robles, parece que antigos modelos de gestão e funis de inovação não funcionarão no ritmo e com a intensidade necessária. É necessário mudar a forma de gestão.

E é aí que o mindset de starutp pode funcionar de forma mais eficiente que as grandes estruturas: a autonomia das esquipes. Segundo Eric Reis, autor do livro “A Startup Enxuta”, uma das formas de grandes players aumentarem seu potencial de inovação disruptivo é a alta gestão empoderar suas equipes para tentar com a liberdade de poder errar. No processo da startup enxuta, o erro é chamado de “pivotagem” -  um novo produto é lançado em um mercado pequeno para ser testado e, se o feedback do consumidor não for positivo, o empreendedor pivota o produto e faz ajustes.

Em tudo que tenho visto, além da permissão ao fracasso, eu acrescentaria a diversidade destas equipes como um fator chave para o sucesso. Nas startups, por mais que o empreendedor esteja sozinho, ele interage, compartilha, troca e está o tempo todo pedindo feedbacks. [#startupenxuta #diversidade]

Pare para pensar: o quanto de fato as grandes equipes em processos de inovação interagem com gente de outras áreas, experts, diferentes gerações e etnias? Com qual frequência saímos de nossos escritórios para observar o comportamento do consumidor? [#saiadopredio]

E ainda deixo um alerta: temos pesquisa de mercado e elas são importantes sim, pois nos dão um norte, mas apenas perguntar o que o consumidor deseja pode levar ao erro. A famosa frase de Henry Ford: “Se eu tivesse perguntado aos consumidores o que eles desejavam, eles diriam: um cavalo mais veloz” - é um bom exemplo. No entanto, ele foi lá e inventou o seu MVP - o carro!

E no #foodbusiness, quais carros podemos inventar?

 

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Cynthia Antonaccio

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