Notícias

De Olho na Saudabilidade: Mercado de Produtos Saudáveis – Uma Retrospectiva

De Olho na Saudabilidade: Mercado de Produtos Saudáveis – Uma Retrospectiva

Um ano se passou desde a primeira coluna publicada pela Gramkow, trazendo as tendências percebidas no mundo que podem refletir no mercado brasileiro. Nesta coluna, como fechamento do ano, tivemos a missão de fazer a retrospectiva escolhendo dois tópicos mais importantes dentre os onze abordados, uma escolha nada fácil.

Durante a feira Food ingredients no final de agosto, onde a Gramkow apresentou a palestra sobre tema de mesmo título desta coluna, ficamos muito contentes em ver a quantidade de pessoas interessadas. De fato, percebemos um movimento acelerado de empresas abrindo suas portas para o mercado saudável e encarando-o como consolidado. O ritmo de crescimento da oferta de alimentos com apelos saudáveis mostra isso muito claramente.

Muitas foram as mudanças percebidas nos últimos 12 meses, algumas das quais conseguimos antecipar com dados importantes através da coluna. Entre os temas abordados, escolhemos os próximos dois tópicos como mais importantes em termos de tendência no consumo de alimentos.

Sem Sal Nem Açúcar

            A coluna com este nome, lançada em novembro, se inspirou na sugestão da Organização Mundial de Saúde (OMS) de implementar impostos sobre bebidas açucaradas, com o intuito de combater a crescente obesidade na população. O México já havia implementado esta taxa em 2015, Portugal e África do Sul aderiram a partir de 2017. Nos primeiros meses a partir da implementação, em Portugal, foi percebida uma redução de 72% das vendas de bebidas açucaradas com a cobrança da taxa extra, de acordo com dados do Ministério da Saúde de Portugal. Fica evidente que o consumidor começou a comparar o custo e o benefício antes de comprar estes produtos, levando muitas vezes a optar por opções mais saudáveis.

Embora o Brasil seja o nono maior consumidor de açúcar do mundo, com média três vezes acima da média mundial, os brasileiros vêm se preocupando muito com este dado negativo, já que dois terços da população querem consumir menos açúcar, como traz o grupo de pesquisa Leatherhead Food Research. Esta preocupação também é percebida em um estudo da Mintel, que mostra a disposição de 62% dos brasileiros de pagarem mais por sobremesas com ingredientes naturais.

Muitas empresas estão aderindo à redução de açúcar, comunicando esta mudança em seus rótulos, enquanto outros procuram fontes alternativas para adoçar seus produtos, percebidas pelos consumidores como mais saudáveis que o açúcar. Estas podem ser fontes com teor reduzido de açúcares ou simplesmente opções mais naturais. Seja por redução ou substituição, em ambos os casos a indústria precisa estar disposta a encarar a inovação.

Proteínas Alternativas

            O Mercado de proteínas está em constante crescimento e se tornou um dos ingredientes mais procurados pela indústria. Proteínas convencionais, como de leite e carne estão perdendo espaço para fontes vegetais. Em virtude desta demanda, muito tem-se dito sobre novas fontes de proteínas como opção de ingrediente para a indústria. Com um pensamento crítico sobre a viabilidade de algumas fontes proteicas, surgiu a ideia da coluna, lançada em dezembro do ano passado.

Dados divulgados pela Innova mostram que houve 12% de aumento no uso de proteínas alternativas em produtos lançados no último ano. As inovações foram percebidas principalmente na área de panificação, com 30% de aumento. Ao mesmo tempo, a alegação Soy-free nos rótulos aumentou quatro vezes no último ano, o que mostra a preocupação dos consumidores pelo consumo de alergênicos, refletida na tendência seguida pela indústria. A procura pelo free-from, que se estende também a produtos geneticamente modificados, é um dos apelos mais utilizados em novos lançamentos, com aumento na ordem de 22%.

As Indústrias Brasileiras abertas à inovação precisam fazer uma avaliação profunda sobre as fontes proteicas que cogitam utilizar. Na época do lançamento da coluna questionamos o quão viável são certas fontes exploradas como inovadoras, como algumas sementes, cereais ancestrais, além de outras fontes mais ousadas, como insetos. Embora possam parecer uma boa alternativa no quesito de sustentabilidade, questões como qualidade proteica, benefícios tecnológicos e alergenicidade, sem falar na disponibilidade de matéria prima que fatalmente afetará o custo destes insumos, precisam ser profundamente avaliados.

Mesmo sendo muito inovador, a tentação de lançar produtos precisa passar por um crivo de avaliação dos ingredientes baseado em diversos fatores. Existem fontes proteicas vegetais já consolidadas, com qualidade, disponibilidade de matéria prima e tecnologia avançada de fabricação que garantem a padronização do produto. Além de comprovados benefícios nutricionais e tecnológicos que servem a diversas aplicações. Inovar é preciso, reinventar a roda, não.

 

What´s next?

            A maior evidência percebida no último ano é de que o consumidor está cada vez mais se antepondo à indústria com suas demandas. Com o crescente hábito de consumo de produtos saudáveis, há quebras de paradigmas importantes, como a de que produtos saudáveis possuem sabor desagradável. Isto está levando a saudabilidade na alimentação para um novo patamar, no qual todos precisam ficar DE OLHO.

Equipe Gramkow

Crédito das pesquisas: Gabriel Weinsberger

(Para críticas e sugestões, pedimos que entre em contato conosco: gabriel@gramkow.com.br)

Matéria exclusiva disponibilizada por Gramkow

ubm white

  Conectando pessoas e o mercado global

 

UBM: uma das maiores empresas do mundo em mídia de negócios

Nos mais de 30 países onde realiza seus eventos, a UBM constrói relacionamentos duradouros com especialistas e players do mercado e gera oportunidades que alavancam e fomentam o desenvolvimento da indústria local em âmbito global. Ler Mais

 

Filiada à     

 ubrafe branco

Newsletter

Entrada Inválida
Entrada Inválida
Entrada Inválida
E-mail Inválido
Entrada Inválida
Inserir os letras Invalid Input