Notícias

Intolerância alimentar

Intolerância alimentar

MIRNA HITOMI SATO*

Se toda vez que você ingere alguns tipos de alimentos e sente cólica, diarreia, dores musculares, rinite, asma, enxaqueca, enjoos, dores de estômago, excesso de gases, fadiga ou mal-estar, você pode fazer parte da população mundial que sofre de alguma intolerância alimentar.

A intolerância alimentar é caracterizada por uma deficiência fisiológica (geralmente hereditária), onde o organismo não produz a enzima responsável pela digestão de determinados componentes do alimento. Difere da alergia alimentar pois, neste caso, o corpo ativa o sistema imunológico como se estivesse reagindo a uma invasão por vírus ou bactéria.

A intolerância à lactose, causada pela ausência da enzima lactase, é a mais comum. O organismo não produz a lactase ou deixa de produzi-la com o passar dos anos. Cerca de 90% dos asiáticos, 75% dos negros, árabes, judeus, gregos cipriotas, esquimós e índios apresentam esta intolerância. Aparentemente, os europeus sofreram uma benéfica mutação genética e atualmente, apenas 15% deles não produzem a lactase.

Não há cura para a intolerância alimentar, mas é possível levar uma vida saudável, abstendo-se dos alimentos que contenham os componentes que causam os desconfortos.

A boa notícia, é que existem substitutos, como o leite de soja e produtos processados com baixo teor de lactose. Existem até cápsulas de lactase, para quem não dispensa o leite comum e seus derivados.

Outra intolerância comum é a causada pelo glúten, denominada doença celíaca. Essa proteína é encontrada no trigo, centeio, cevada, aveia e tem como alternativas as farinhas de arroz, milho, mandioca, batata, inhame e banana.

Além da lactose e glúten, são comuns as intolerâncias à glicose, corantes e conservantes em geral, bem como ao chocolate e aos frutos do mar.

O mercado, percebendo a necessidade, tem explorado muito bem essa tendência. Exemplo disso é o evento Glúten Free Brasil, que chega à 8ª edição em julho de 2017. Segundo os organizadores, “o evento surgiu da necessidade em levar informação qualificada aos profissionais de saúde, celíacos e interessados no tema, principalmente por conta do grande consumo de glúten no Brasil e as consequências que isso pode acarretar em pessoas portadoras da doença celíaca”. Em seis anos, o Glúten Free Brasil cresceu 500%, e, além de promover um congresso, envolve a maior feira do segmento na América Latina .

Essas tendências levam os órgãos reguladores a atualizar a legislação num ritmo raramente visto. Dessa forma, trata-se de uma área para nós, Químicos da área de Alimentos, olharmos com muito carinho e atenção. Este assunto ainda é pouco explorado no Brasil e temos muito a contribuir.

*Mirna Hitomi Sato é graduada em Química com Habilitações Tecnológicas pela Universidade Mackenzie. Possui experiência de 20 anos na produção e controle de qualidade de insumos e produtos alimentícios em geral. É integrante da Comissão Técnica de Alimentos do CRQ-IV desde 2013. Atua como consultora técnica.

Matéria exclusiva disponibilizada pelo Conselho Regional de Química - IV Região.

ubm white

  Conectando pessoas e o mercado global

 

UBM: uma das maiores empresas do mundo em mídia de negócios

Nos mais de 30 países onde realiza seus eventos, a UBM constrói relacionamentos duradouros com especialistas e players do mercado e gera oportunidades que alavancam e fomentam o desenvolvimento da indústria local em âmbito global. Ler Mais

 

Filiada à     

 ubrafe branco

Newsletter

Entrada Inválida
Entrada Inválida
Entrada Inválida
E-mail Inválido
Inserir os letras Invalid Input